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Com a morte de Lombardi, o famoso locutor do SBT de aparência desconhecida, Silvio Santos ficou seu grande amigo e a televisão brasileira seu uma de suas lendas. Aí podemos começar a fazer um exercício de lembrar neste post algumas lendas presentes e conhecidas dos brasileiros em seus lares.

Confira a seleção (e adicione nos comentários sua sugestão)

Lombardi – “Confira o resultado parcial da Telesena de Natal”. Ao longo da semana, essa era uma das frases mais ditas pelo locutor de Silvio Santos no SBT. No domingo, com sua voz conhecida e seu rosto desconhecido, Lombardi acompanhava Silvio durante seus programas, interagindo com o apresentador e o público.

Silvio Santos – De camelô a dono da segunda emissora mais conhecida do Brasil (que a Record não me ouça), Silvio Santos é uma lenda viva e quase sem mudanças na aparência e no cabelo. Além de proprietário do SBT, ele comanda boa parte dos programas da emissora, chegando a ocupar quase 100% do domingo.

Gugu – Gugu fora do SBT era uma coisa que ninguém imaginava que um dia pudesse acontecer. No entanto, o baixinho do pintinho amarelinho que cabe aqui na minha mão se foi para a Record. Momento ironia: levou consigo a alta qualidade de programação e quadros em que Gugu leva presentes aos pobres. Apesar de tudo, ele continua sendo um dos grandes apresentadores da TV.

Faustão – “Pô loco meu!”. Seu famoso bordão é repetido em todo o Brasil. Em versão mias light e com camisas menos espalhafatosas, Faustão também é um dos nomes fortes no comando de programas de auditório. Continua o mesmo, fala mais que os convidados, os interrompe e todo mundo aguenta o gordinho todos os domingos na telinha da Globo.

Russo – Conhecido contrarregra da Xuxa e do Faustão, Russo está vivo, acredite se quiser. Com idade desconhecida, o matusalém da Globo continua em atividade, divertindo o público, aparecendo na tela e se vestindo de diversas coisas bizaras. É uma das figuras mais queridas do País.

Chacrinha – “Alô, alô, Terezinha”. Chacrinha, foi sem dúvida alguma, um dos maiores nomes da televisão no Brasil, como apresentador de programas de auditório, enorme sucesso dos anos 1950 aos 1980. “Na televisão, nada se cria, tudo se copia” é uma frase sua como este blog já bordou anteriormente. Desde os anos 70 era chamado de Velho Guerreiro, conforme homenagem feita a ele por Gilberto Gil. Vou parar por aqui, porque falar de Chacrinha e seus feitos daria um post interminável. Salve!

Bozo e Vovó Mafalda – Um palhaço bizarro e uma velha vó bem maquiada. Não sei vocês, mas eu tinha medo de ambos.
Seguindo a risca a dita de Chacrinha, o personagem de Bozo veio da TV Americana para o Brasil. Nos Estados Unidos, existe uma lenda urbana, que diz que uma criança que participava do Show do Bozo teria se zangado com o palhaço e o insultado ao vivo, o curioso é que um fato parecido com esse realmente aconteceu na versão brasileira nos anos 80.
Vovó Mafalda era interpretada por Valentino Guzzo, criado pelo SBT para participar do programa infantil do Bozo na década de 1980. Sua última aparição foi no programa foi na Record em 1998.

Mussum e Zacarias O único negro dos Trapalhões no anos 80 falava com um jeito bem peculiar, com os bordões “cacildis” e “forevis”. Com fama de cachaceiro, ele chamava a maldita de “mé”. Era o único do grupo que não precisava fazer o menor esforço para ser engraçado, sua cara dizia tudo. Zacarias era tímido, baixinho e tinha a voz e a personalidade infantil. Bizarro era a sua peruca que sempre fugia de sua cabeça.

Dona Armênia – Famosa personagem de Aracy Balabanian, Dona Armênia apareceu em Rainha da Sucata e dois em Deus nos Acuda. Conquistou o público com suas três “filhinhas” e com o bordão “vou colocar tudo na chón”.

Gil Gomes – Repórter policial do famoso Aqui Agora, do SBT, Gil Gomes ficou famoso por suas interpretações na narração das suas notícias e sua mão em riste. Figura lendária com certeza!

Hebe – Quando algo é bonitinho, a velha diva loira da antiga TV Tupi falava “Gracinha”. Hebe comanda há séculos um programa toda a segunda-feira no SBT e que sempre perde em audiência para a Tela Quente, da Globo. O programa é ao vivo, e às vezes surgem gafes, enganos e atitudes politicamente incorretas da apresentadora, muitas percebidas de imediato pelos telespectadores, que parecem conformados com as mesmas. Talvez um dos trunfos do programa seja essa naturalidade da apresentadora, as gafes sucessivas e a intimidade com o público.

Cid Moreira com Mister M – Sim, este pequeno adendo de sua história vai abordar a lenda do Cid Moreira falando sobre o Mestre dos Mestres ou o Mago dos Magos.


“E agora Mister M? Principe negro de todos os sortilégios. Oh, paladino Mascarado, como é que você vai sair dessa?”. A frase soava como a de uma bixa velha falando de seu garoto.

Chaves – Chaves é um menino órfão de oito anos de idade, cujo nome é desconhecido. Vive em um cortiço, vila, supostamente no número oito, contudo é mais fácil encontrá-lo no pátio. É bastante pobre e vive atrás de um pouco de comida, doces ou brinquedos dos demais habitantes da vila. Sua personalidade demonstra uma certa ingenuidade, mas que às vezes é tamanha que parece ironia ou sarcasmo, o que irrita as pessoas, principalmente o Seu Madruga. Apesar de sempre ser chamado de Chaves, não é esse seu verdadeiro nome, e sempre quando vai dizer como ele realmente se chama, alguém interrompe a conversa (quase sempre o Kiko). Chaves possui só um apelido de: Morto de Fome. Possui alguns bordões como “Foi sem querer querendo”, “Tá bom mas não se irrite”, “Ninguém tem paciência comigo!” e “Ai que burro, dá zero pra ele!”. Seu choro também é característico: “Pi pi pi pi…”.

Velha Surda – Bizantina Scatamáfia Pinto, a Velha Surda, surgiu em 1956, no programa “Praça da Alegria”, de Manoel da Nóbrega, na extinta TV Tupi. Nos anos 60, foi com Nóbrega para a Globo e, depois com seu filho, Carlos Alberto de Nóbrega, entrou para o SBT em “A Praça é Nossa”, onde ficou por 14 anos até a morte de Roni Rios, seu interprete. A velha surda e um ícone da TV brasileira. Podíamos ver a velha surda deixar Apolônio louco…Gostaria de saber por onde anda Apolônio? hehe.

logotipo-olimpiadas-rio-20161Antes dos brasileiros assistirem em 2016 as Olimpíadas do Rio de Janeiro, tem ainda os Jogos de Londres, daqui três anos. E a briga pelos direitos de transmissão dos mesmos começou cedo entre as vorazes Redes Globo e Record, que ofereceram valores absurdos pela exclusividade de ambos os eventos esportivos.

Em 2007, engajada no projeto de alavancar a audiência pelo esporte e de tirar as Olimpíadas de Londres da Globo a qualquer preço, a Record bancou 60 milhões de dólares, garantindo a transmissão exclusiva dos Jogos, que pela primeira vez não serão da Globo. Um fato histórico na TV brasileira e que beira o abuso do poder econômico, pois pelas Olimpíadas de Pequim em 2008, a Globo pagou bem menos: 12 milhões de dólares. Uma ignorância da Record!

Mas não para por aí a história. Com a confirmação dos Jogos de 2016 no Brasil, a disputa pela exclusividade dos direitos de transmissão se intensificou. A Record, mais uma vez, veio com ofertas bem acima da média para manter as Olimpíadas com a emissora. Porém, espertamente, a Globo trouxe a banda para a negociação, fazendo propostas conjuntas para garantir a transmissão nem que fosse em dupla. Para não perder a oportunidade, a Record chegou a oferecer 120 milhões de dólares, enquanto a Globo e a banda juntas somariam entre 70 e 100 milhões de dólares.

A decisão final do COI (Comitê Olímpico Internacional) sai ainda este ano. A expectativa é que as três emissoras transmitam os Jogos, sem exclusividade, até mesmo para que o COI tenha mais lucro nas negociações.

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Que as emissoras disputam a atenção dos telespectadores de maneira virulenta, qualquer pessoa com mais de dois neurônios é capaz de perceber. Globo, SBT, Record e Band usam e abusam dos programas popularescos e das fórmulas importadas para conquistar a parcela menos privilegiada (e mais numerosa) da população brasileira. Mas quando a guerra entre os canais chega aos noticiários, a disputa atinge níveis preocupantes. E foi isso que nós vimos na primeira quinzena de agosto deste ano: um festival de troca de acusações entre Globo e Record, dentro de espaços que deveriam servir apenas para informar. Quem perde com isso é o telespectador, que vê sua inteligência ser questionada de maneira descarada por jornalistas que, por medo de perder os empregos, são obrigados a produzir reportagens de cunho claramente ideológico. Imparcialidade? Este conceito é desconhecido nas redações das referidas emissoras.

Globo-Record

capa380

Entenda o caso:

Tudo começou no dia 11 de agosto, quando o Ministério Público denunicou o bispo Edir Macedo e outros nove membros da Igreja Universal por lavagem de dinheiro oriundo de doações de fiéis. O Jornal Nacional daquela noite exibiu uma longa reportagem sobre o assunto, onde a ligação com a Rede Record foi ressaltada. A matéria teve uma duração de nove minutos, sendo que as denúncias foram apresentadas durante sete minutos, e a defesa de Edir Macedo usou os dois restante.

record(Captura de tela: blog Memórias Fracas)

Na mesma noite, a Rede Record tratou de se defender em seu telejornal noturno, onde o mesmo advogado também ocupou um espaço de dois minutos. No dia seguinte, o Jornal da Record exibiu uma longa reportagem falando sobre os “interesses escusos da família Marinho” e sobre como o crescimento da emissora incomodava a Vênus Platinada. Mas a resposta mais contundente da Record veio alguns dias depois. O programa Repórter Record exibido no domingo, dia 16/08, veiculou uma longa reportagem sobre a Rede Globo e suas supostas irregularidades. Segundo a matéria, o promotor que denunciou a Record já teria sido condenado por favorecer a Globo. Ele teria fornecido imagens de uma investigação com o traficante Fernandinho Beira-Mar para o Fantástico. Outros escândalos envolvendo a emissora carioca foram citados na reportagem, que além disso mostra como os evangélicos são retratados nas novelas globais, em uma clara tentativa de manipular a opinião dos fiéis que assistem à emissora.

Assista:


Mas a Record não parou por aí: comprou os direitos sobre o documentário “Muito além do Cidadão Kane”, exibido pela TV inglesa em 1993, que fala sobre o monopólio de Roberto Marinho na comunicação brasileira. O filme, que antes era restrito às faculdades de comunicação, serve como munição contra a emissora. Em contrapartida, a Rede Globo negocia um documentário francês que apresenta “os podres” da Igreja Universal.

E o povo, o que ganha com isso? Nada. O império da Globo continua de pé, a Rede Record continua angariando fiéis para a Igreja Universal, e a programação de ambas as emissoras continua uma porcaria.

“Na TV nada se cria, tudo se cópia”. A célebre frase foi consolidada pelo apresentador Chacrinha nos anos 80, e pode ser perfeitamente aplicada aos dias atuais na televisão brasileira. Para buscar a liderança de audiência no país e bater a Rede Globo, a Record apostou em copiar o chamado “Padrão Globo de Qualidade”.

Sua estratégia, no entanto, chegou ao extremo de reproduzir o modelo sem qualquer receio do rótulo de “cópia da Globo”.

A situação pode ser comprovada, por exemplo, aos domingos. A programação global pelas manhãs iniciava com o tradicional Esporte Espetacular e se encerrava com o programa jornalístico Fantástico. A Record, levando ao pé da letra a máxima de Chacrinha, apresentou aos telespectadores, pela manhã, o Esporte Fantástico e, à noite, o jornalístico Domingo Espetacular.

Como assim?

Além de fazer uma inversão dos nomes de dois dos principais e mais tradicionais programas da Globo aos domingos, a Record levou alguns nomes do jornalismo global para sua emissora.

Mylena Ceribelli se consolidou como repórter e apresentadora do Esporte Espetacular durante bons anos. Trocou de emissora, mas não de horário de trabalho, pois foi escalada pela comandar o quase homônimo da Record: Esporte Fantástico.

A troca de empresa de comunicação alterou seu salário, mas com certeza, não causou estranhamento no novo trabalho. O programa de Mylena na Record é a cópia do pretérito-mais-que-perfeito da Globo.

O caso se repete no Domingo Espetacular. Chegou como concorrente do show da vida da Globo, colocou no ar quadros semelhantes ao da rival – exceto pela parte de teledramaturgia – , e agregou telespectadores com reportagens mais completas e melhor produzidas que as do Fantástico, que por coincidência, já vinha caindo em audiência nos últimos anos.

O quadro do Domingo Espetacular, “Gêmeos da Pesada”, acompanha a rotina de dois irmãos com obesidade mórbida em busca de tratamento e perda peso. A luta dos rapazes comoveu o público, angariou audiência e irritou a Globo, pois é mais uma cópia que a Record fez das suas produções. O Fantástico, algum tempo, já colocava no ar quadros que seguiam o cotidiano de famílias e pessoas, mas não obteve o mesmo sucesso.

A cópia descarada, pura e simples continuará. Quem perde como sempre, é o telespectador, pois terá as opções totalmente idênticas e nos mesmos horários.