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Televisão e futebol são duas das maiores paixões do brasileiro. (Há quem diga que, se fosse uma pelada entre os protagonistas da novela das 7 contra os da novela das 8, seria das brasileiras também). Somos 180 milhões de técnicos e telespectadores diante da TV, para celebrar o único show do mundo onde a protagonista é uma gorduchinha.

SilvioLuizAcerte o seu aí que eu arredondo o meu aqui!

Por mais que todo mundo assista um jogo de futebol na TV pela ação que acontece dentro das quatro linhas, as emissoras de televisão buscam o chamado “diferencial”. Supondo que todas elas decidam transmitir, ao mesmo tempo, um amistoso da seleção brasileira, em que canal você assistiria? A resposta mais lógica para ela seria “qualquer um”, já que o que importa é o ato em si. Mas como estamos falando de TV, e nem sempre a lógica predomina dentro da telinha, a maioria tem sua preferência por um ou outro canal por causa de um fator: o locutor esportivo. Chatos, engraçados, incovenientes, são eles que tornam interessantes os mais de 90 minutos que passam enquanto você vê um bando de marmanjo correndo atrás de uma bola.

Galvão Bueno é, sem dúvida, dentre os atuais locutores esportivos, o principal. Se ele é um cara chato e arrogante, ou se ele comete trocentas gafes durante uma narração, isso não importa. Galvão conseguiu o que poucos conseguem: ser um ícone. Tanto que, internamente, a Globo realiza laboratórios e cursos para descobrir, em meio a diversos candidadtos, aquele que irá substituir futuramente a sua voz quando se aposentar. Dizem que esta é uma das mais difíceis tarefas da casa… Na sua biografia, Galvão disse que o seu trabalho é vender emoções ao público. De fato, quem aí não se lembra dos gritos de “Acabou! É Tetra!” ao final da Copa de 1994? Ou das inúmeras vezes que ouvimos o nome de RRRRRONALDO (antes mesmo do célebre morador da Xurupita o fazê-lo) após uma jogada que culminara em gol? Até os críticos de plantão são obrigados a dar o braço a torcer.

 

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Alô você!

Se não fosse por uma boca cheia numa entrada ao vivo (dizem), Fernando Vanucci estaria figurando no pódio dos principais locutores da Globo, com o seu tradicional bordão “Alô você”, que abrira as transmissões. Hoje ele faz parte do staff da Rede TV!, no comando de uma mesa-redonda sobre futebol, o Bola na Rede. Mas, infelizmente, ter talento na televisão nem sempre é sinônimo de sucesso e popularidade. Mas entrar ao vivo, totalmente chapado, após uma derrota do Brasil na Copa, é.

Porém, cada um tem o seu locutor predileto. E o deste que vos escreve é, disparado, Silvio Luiz. Primeiro que ele marcou a minha infância quando foi locutor do SBT na Copa de 1990, interagindo com o Amarelinho (mascote do canal para a transmissão do evento, uma cópia descarada do Pac-Man). Silvio Luiz é mais que um locutor, ele é a personificação daquele tio bonachão que assiste o jogo na sua casa depois do churrasco de domingo. Criador de inúmeros bordões, mais do que narrar um jogo, ele o deixa mais divertido. Por anos ele foi uma espécie de “coringa” de diversos canais – Band, Record, SBT, e atualmente, Rede TV!.

BONUS TRACK:

Eles não são locutores. Mas conseguem ser tão engraçadinhos quanto os próprios durante uma partida de futebol. São os repórteres de campo, que sempre se esforçam para levar as informações mais importantes do gramado para a sua telinha. Uma das inovações que estes repórteres criaram para a TV foi a do strand-up no momento certo, criado pelo gaúcho Régis Roesing, que inspirou muito s tantos outros por aí, como Tadeu Schmidt, que logo descobriu que não é tão fácil assim para fazer igual.